'Silêncios e hesitações não são neutros', diz Gilmar sobre o TSE

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (3) que quem está no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve agir como "árbitro equidistante". "Silêncios e hesitações não são neutros", escreveu no X.

O TSE é presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, também do STF, que fica no cargo até maio de 2027. Gilmar não citou o colega pelo nome nem mencionou episódios específicos.

A publicação vem depois de um segundo turno marcado por decisões de diferentes instâncias. No dia 25 de outubro, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram mais tempo de votação por causa de relatos de problemas no transporte de eleitores.

Segundo o InfoMoney, não houve decisão da presidência do TSE a tempo. Por volta das 17h, o ministro Cristiano Zanin, do STF, mandou estender a votação até as 19h. Às 17h49, Nunes Marques assinou um ofício orientando as seções ainda abertas a funcionar até as 19h.

"De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe", escreveu Gilmar.

Para ele, essas posturas podem "abrir espaço para decisões contraditórias" e servir de pretexto a quem ataca o sistema eleitoral. "Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel", afirmou, em referência aos integrantes do TSE.

No balanço após a eleição, Nunes Marques afirmou que o pleito transcorreu "dentro da mais absoluta normalidade".

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