Hugo Motta e o blocão podem deixar o PL longe das comissões


O PL corre o risco de perder espaço na divisão das comissões permanentes da Câmara dos Deputados em 2027 se ficar fora do blocão articulado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para garantir sua reeleição. A informação é do Metrópoles, reproduzida pelo O Sul.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que já demonstrou interesse em presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), pode ser afetado.
O PL elegeu 121 deputados e terá a maior bancada individual. A federação de PT, PCdoB e PV, com 88 cadeiras, é a segunda maior e ameaçou deixar o blocão se PL e Novo entrarem no grupo.
Motta disse que as siglas serão consultadas antes de qualquer decisão sobre novos integrantes.
O bloco pode passar de 360 deputados e reúne PT, Republicanos, MDB, PSD, União Brasil, PP e Podemos, entre outros.
A escolha das presidências leva em conta o tamanho dos partidos e dos blocos. Legendas que se unem somam suas bancadas, e os maiores blocos escolhem primeiro. O Regimento Interno manda respeitar, "tanto quanto possível, o princípio da proporcionalidade partidária".
Pelos cálculos de integrantes da articulação, o PL pode cair para o fim da ordem de preferência. Estão em jogo comissões como a CCJ, Saúde, Educação, Finanças e Tributação e Segurança Pública.
A reportagem não traz posição do PL, do PT ou de Nikolas sobre a negociação. A eleição para a presidência da Câmara está marcada para 1º de fevereiro.
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