Smart Sampa tem nova falha e câmeras ficam abertas na internet

O sistema de vigilância Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, teve uma nova falha que permitiu acessar imagens de cerca de 17 mil câmeras de empresas parceiras, sem senha ou autorização. A brecha foi revelada nesta terça-feira (3) pelo UOL.

É a segunda em menos de duas semanas. Em 20 de outubro, o mesmo portal mostrou que 181 credenciais de acesso e dados de cerca de 6 mil guardas civis metropolitanos ficaram expostos por cerca de 11 meses, o que permitia entrar no painel e ver mais de 58 mil câmeras.

Desta vez, o problema atingiu equipamentos ligados à Monuv, empresa de armazenamento em nuvem. Por pelo menos cinco dias, a reportagem viu transmissões ao vivo de diferentes regiões da capital, inclusive de ruas próximas às casas dos ex-presidentes Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso.

Segundo o UOL, a falha estava no código de um site ligado à Sentinelx, responsável pela plataforma do Smart Sampa. Para provar o acesso, repórteres foram ao bairro Campos Elíseos e apareceram diante das câmeras com jornais do dia.

A brecha foi corrigida na sexta-feira (30), depois dos questionamentos. O caso levanta dúvidas sobre o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirmou que os endereços das câmeras não estavam públicos e que constavam de uma planilha de uma análise de segurança da Prodam, "posteriormente repassada de maneira ilegal à reportagem". Disse ainda que as câmeras do município não estavam no material.

A Monuv afirmou ter "mecanismos de autenticação e proteção". A Sentinelx não respondeu.

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