Confusão no voto de Schietti trava de novo o julgamento da Kiss


O ministro Carlos Pires Brandão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pediu vista nesta terça-feira (3) e adiou mais uma vez o julgamento dos recursos sobre as penas dos condenados pelo incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS). A tragédia, em 2013, matou 242 pessoas.
O pedido veio depois de uma confusão na contagem. Rogerio Schietti abriu divergência e propôs uma pena intermediária, mas Brandão não conseguiu identificar a posição exata do colega, que também não a esclareceu. Depois de quase dez minutos de dúvidas, o julgamento foi suspenso.
Schietti fixou 14 anos, 4 meses e 24 dias de reclusão para Elissandro Spohr, ex-sócio da casa noturna. Não ficou claro se o mesmo ajuste valeria para o outro ex-sócio, Mauro Hoffmann.
A Sexta Turma analisa recursos de Spohr, de Hoffmann e do Ministério Público do Rio Grande do Sul. O MP pede penas maiores. As defesas pedem novo júri ou redução das condenações.
Em setembro, a relatora, desembargadora convocada Nilsoni de Freitas, votou por 18 anos para Spohr e Hoffmann e por 12 anos, 4 meses e 15 dias para o vocalista da banda, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor Luciano Bonilha Leão, todos em regime fechado.
Hoje valem as penas fixadas pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul em agosto de 2025: 12 anos para os ex-sócios e 11 para Santos e Leão.
O júri de 2021 tinha condenado Spohr a 22 anos e seis meses, Hoffmann a 19 anos e seis meses e Santos e Leão a 18 anos cada.
O julgamento estava parado desde 15 de setembro, quando Schietti pediu vista. Não há nova data marcada.
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