Dólar sobe de novo, e o mercado piora a previsão para a inflação

O dólar subiu 0,79% nesta terça-feira (3) e fechou a R$ 5,487. Durante o dia, chegou a R$ 5,5151. O Ibovespa caiu 1,42%, para 165,5 mil pontos.

No mesmo dia, o Banco Central divulgou o primeiro Boletim Focus com expectativas registradas depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O levantamento ouve mais de 100 instituições financeiras.

O mercado elevou a projeção de inflação. Para 2026, passou de 5,19% para 5,22%. Para 2027, subiu de 4,34% para 4,76%, acima do teto da meta, que é de 4,5%.

A previsão para os juros também piorou. A Selic esperada para o fim de 2026 foi de 13,25% para 13,50%, o que embute só mais um corte neste ano. Para o fim de 2027, passou de 11,75% para 12,5%, e para 2028, de 10% para 11%.

O dólar esperado para o fim do ano subiu de R$ 5,05 para R$ 5,34. A previsão de crescimento do PIB em 2026 caiu de 1,80% para 1,76%.

Na semana encerrada em 30 de outubro, depois do segundo turno, o Ibovespa acumulou queda de 18,12%, a quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, segundo a Elos Ayta.

Integrantes do governo e do PT reagiram à pressão do mercado. O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral) disse à Folha que não se pode "contrapor uma chantagem de mercado à vontade popular".

O Comitê de Política Monetária (Copom) decide nesta quarta-feira (4) a taxa básica de juros, hoje em 13,75% ao ano. A maioria dos economistas espera a interrupção dos cortes iniciados em março.

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