Operação Padrinho mira facção que dava ordens de dentro do presídio


A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu 72 pessoas nesta quarta-feira (4) na Operação Padrinho, contra uma organização criminosa apontada como responsável por homicídios e pelo tráfico de drogas na Região Central do estado. Segundo o g1, 37 dos mandados de prisão preventiva foram cumpridos dentro de presídios.
Foram mais de 230 ordens judiciais, entre prisões preventivas, buscas, sequestro de veículos e bloqueio de contas bancárias. Os alvos estavam em Santa Maria, Restinga Sêca, Caçapava do Sul, Charqueadas e São Borja, além de unidades prisionais.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Homicídios de Santa Maria, com apoio da Brigada Militar, da Polícia Penal e do Instituto-Geral de Perícias. Cerca de 350 policiais participaram.
A investigação começou em agosto de 2025, depois do assassinato a tiros de um homem em frente de casa, no bairro Nova Santa Marta, em Santa Maria. Segundo a polícia, o crime foi uma retaliação ordenada pela liderança do grupo após um conflito com uma facção rival.
"Ficou comprovado que a cúpula da organização exercia influência sobre duas importantes galerias do sistema prisional local", afirmou o delegado Adriano Rossi. Segundo ele, de lá o grupo coordenava o tráfico e expedia ordens de execução fora da cadeia.
A polícia diz que a organização tinha ligação com uma facção de alcance estadual e usava fuzis e pistolas. O nome da operação vem da forma como o líder era tratado pelos subordinados.
Para o diretor do Departamento de Homicídios, delegado Mario Souza, é a maior operação contra homicídios já feita no interior do estado. As diligências continuam.
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