Eduardo Paes reabre a briga pelo segundo turno no Rio
O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), se reuniu na terça-feira (3) com o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a agenda oficial do ministro, o assunto foi a ação em que o PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, pede um segundo turno no estado.
Zanin é o relator da ação, que contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de anular os 274.411 votos do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). O TSE entendeu, por 5 votos a 2, que Garotinho não poderia concorrer porque se filiou ao partido com os direitos políticos suspensos.
No primeiro turno, em 4 de outubro, Ruas teve 49,27% dos votos válidos, Paes ficou com 42,76% e Garotinho, com 3,17%. Sem os votos de Garotinho, Ruas passou a 50,88% e foi eleito sem segundo turno.
No mesmo dia da reunião, Paes voltou a cobrar uma nova votação em vídeo nas redes sociais. "Esses votos existiram. Por causa deles, ninguém alcançou a maioria absoluta", disse. "A Constituição é muito clara: sem maioria absoluta, tem segundo turno."
Paes disse que evitou comentar a disputa durante a eleição presidencial para não interferir no pleito nacional. Agora, promete aumentar a pressão.
O PSD argumenta que a exclusão posterior dos votos mudou a regra de definição do resultado. Pede que o STF suspenda a retotalização e marque o segundo turno entre Ruas e Paes.
Durante o processo, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, informou ao Supremo que não havia condições técnicas de fazer uma nova votação no Rio em 25 de outubro, data do segundo turno presidencial. A decisão agora está com Zanin.
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