Alcolumbre acena com anistia a Bolsonaro na briga pelo Senado


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), passou a usar a possibilidade de aprovar uma anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro e para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como estratégia para se reeleger ao comando da Casa em 2027, segundo a Gazeta do Povo.
De acordo com o jornal, a ideia vendida por Alcolumbre é que a anistia poderia pacificar a relação entre o Congresso e o Judiciário. O objetivo é atrair votos do PL, que terá a maior bancada do Senado, e esvaziar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), principal nome da oposição para o cargo.
Do outro lado, Bolsonaro acompanha de perto a disputa. Segundo a colunista Andréia Sadi, do g1, em informação reproduzida pelo jornal O Sul, a anistia é prioridade para o ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Setores do PL cogitam até apoiar a reeleição de Alcolumbre.
As conversas, ainda segundo esses relatos, incluiriam um entendimento em que a esquerda mantenha a posição pública contra a anistia, mas não atue de forma efetiva para barrar o acordo.
No PT, a reação foi de resistência. Para o partido, a punição aos envolvidos no 8 de Janeiro e a inelegibilidade de Bolsonaro são inegociáveis, segundo a Gazeta. O Planalto não deu aval ao movimento.
O jornal aponta ainda o obstáculo no Supremo Tribunal Federal (STF), que poderia anular uma anistia por inconstitucionalidade.
Na mesma linha de aceno à direita, Alcolumbre confirmou ao blog do Valdo Cruz, no g1, que tentaria votar nesta quarta-feira (4) uma PEC de redução da maioridade penal. Uma emenda à Constituição precisa de 49 dos 81 votos, em dois turnos.
O PL, por sua vez, tenta segurar a bancada em torno de Marinho e cogita declarar os votos publicamente na eleição, que é secreta.
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