Rogério Marinho se emociona ao falar de Flávio e de Jair Bolsonaro


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal, não foi à reunião do PL que lançou nesta quarta-feira (4) o senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado. Procurada pela Coluna do Estadão, ela não se manifestou.
Aliados de Michelle disseram à coluna que ela vê com simpatia o nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa o comando da Casa e diz que quer ser a primeira mulher a presidi-la.
Marinho, que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto, disse ter sido escolhido por 33 senadores presentes ao encontro, em Brasília, segundo o Poder360.
Sobre Tereza, ele afirmou: "Tereza é nossa parceira, estará do nosso lado". Disse ainda que, "no momento oportuno", os dois vão "convergir" para um nome único da oposição.
No discurso, Marinho ficou com a voz embargada ao falar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de Flávio. "Nós não podemos desistir do Brasil", repetiu.
Ele disse que Flávio tomou uma "decisão difícil" ao deixar o país com a família e que o senador recebeu mais de 3.000 ameaças de morte ou de agressão física durante a campanha.
Marinho também afirmou que Flávio foi alvo de uma reação desproporcional da Polícia Federal sete minutos depois da confirmação do resultado, num processo que chamou de "enviesado".
Segundo ele, pesaram na decisão a situação do pai, que está preso, a do irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está fora do país, e "a situação do país nos últimos 4 anos".
Estiveram na reunião, entre outros, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR).
A eleição para o comando do Senado será em 1º de fevereiro de 2027. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), tenta a reeleição e deve ter o apoio do governo Lula.
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