PF prende chefe de rede que mandava brasileiras para Israel


A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (5), em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, a mulher apontada como líder de uma organização criminosa investigada por tráfico de pessoas, que recrutava brasileiras e as levava ao exterior, principalmente a Israel.
A Operação Dirty Dancing cumpriu um mandado de prisão preventiva e mandados de busca e apreensão em Ananindeua (PA) e em Goiânia (GO).
Segundo a PF, a líder usava redes sociais e aplicativos de mensagens para recrutar mulheres interessadas em viajar ao exterior. O grupo cuidava do deslocamento e da hospedagem das vítimas e mantinha operadores no Brasil para divulgar anúncios em sites e agendar clientes.
O dinheiro obtido no exterior era recolhido em espécie e enviado ao Brasil por brasileiros que moram fora do país, por meio de um esquema clandestino de câmbio, de acordo com a investigação.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 10 milhões e suspendeu as atividades de duas empresas ligadas à presa. Dois suspeitos tiveram os passaportes apreendidos, passaram a usar monitoração eletrônica e estão proibidos de deixar o país.
A investigação começou em fevereiro de 2025, a partir de informações repassadas pela Polícia de Israel, que também apura o mesmo grupo.
Os investigados podem responder por organização criminosa, tráfico de pessoas, favorecimento da prostituição, rufianismo, promoção de migração irregular e operação ilegal de câmbio, segundo a PF.
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