Macron enfrenta greve geral, e a Torre Eiffel fecha as portas

Sindicatos franceses fizeram nesta quinta-feira (5) um novo dia de greve nacional e protestos contra o aumento do custo de vida, em mais um desafio ao presidente Emmanuel Macron. A Torre Eiffel, que recebe 7 milhões de visitantes por ano, foi fechada.

Cerca de 260 manifestações estavam previstas no país, segundo os sindicatos. O serviço de inteligência interna estimou entre 500 mil e 700 mil pessoas nos atos fora de Paris.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, mobilizou 70 mil policiais, com veículos blindados, drones e helicópteros.

Em Lyon, a polícia de choque usou gás lacrimogêneo e avançou contra manifestantes. Em Paris, as forças de segurança impediram bloqueios de escolas e dispersaram jovens com gás. Uma escola de ensino médio nos arredores de Toulouse foi incendiada, segundo a emissora BFM TV.

"Combustível, alimentos, aluguel, gás, eletricidade… Tudo está subindo, exceto salários e aposentadorias", diz o comunicado conjunto dos sindicatos, que pedem aumento do salário mínimo e dos salários em geral.

Centenas de escolas de ensino médio fecharam ou não funcionaram, segundo o g1.

Os protestos começaram em meados de setembro, organizados por estudantes do ensino médio, e chegaram a reunir quase 1,3 milhão de pessoas em alguns dias, segundo as autoridades.

Macron, que deve deixar o poder em maio, não pode concorrer de novo. A eleição presidencial francesa ocorre daqui a cinco meses.

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