A defesa de Vorcaro pressiona, e Fachin aciona a PGR
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta quinta-feira (5) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre pedidos da defesa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, entre eles o de revogação da prisão preventiva.
Fachin ainda não decidiu sobre a soltura. O parecer da PGR deve embasar a análise.
No mesmo dia, o ministro manteve a prisão preventiva de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e rejeitou o pedido de prisão domiciliar. A PF aponta Zettel como operador financeiro da organização investigada. A PGR se manifestou contra a soltura.
A defesa de Zettel alegou problemas de saúde da esposa e o nascimento recente de filhos gêmeos. Para Fachin, os advogados não demonstraram que a família não tem rede de apoio.
Os advogados de Vorcaro sustentam que a prisão, decretada em março, perdeu fundamento e que há excesso de prazo. Segundo a defesa, a revisão de 90 dias prevista em lei venceu em 31 de agosto.
"Até hoje não há sequer uma denúncia oferecida contra o Daniel Vorcaro", afirmou o advogado Sérgio Leonardo, depois de audiência no Supremo na terça-feira (3).
Fachin também pediu parecer da PGR sobre os pedidos de liberdade de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-banqueiro. Em outubro, a procuradoria havia se manifestado pela manutenção das prisões.
O ministro ainda cobrou do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG), informações sobre o estado de saúde de Henrique Vorcaro.
A PGR também vai opinar sobre o pedido da defesa para investigar vazamentos de dados do celular do ex-banqueiro.
Vorcaro está preso na Papudinha, em Brasília. Fachin mantém o caso sob sua responsabilidade por até 90 dias, contados a partir de 12 de setembro.
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