Eduardo Bolsonaro reage à vitória democrata e manda recado sobre os EUA


O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (5) que não teme ações de parlamentares democratas contra ele e o irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), nos Estados Unidos.
A declaração foi dada em entrevista ao influenciador americano de direita Joey Mannarino, durante a CPAC, a conferência conservadora realizada em Mar-a-Lago, resort do presidente Donald Trump, na Flórida.
"Eles vão tentar, mas não cabe ao Congresso aqui nos Estados Unidos revogar vistos ou cidadanias. Então, não tenho muito medo disso", disse.
Foi a primeira manifestação pública de Eduardo sobre o resultado das eleições de meio de mandato, segundo o Metrópoles. Os democratas ganharam pelo menos 18 cadeiras na Câmara e sete no Senado e terão o controle do Legislativo a partir de janeiro de 2027.
Eduardo disse estar no país de forma regular, assim como o irmão. Segundo o Estadão, ele também comparou a própria situação à de mulheres refugiadas do Irã, ao afirmar que deportá-lo seria levá-lo a uma "ditadura".
A deputada democrata Pramila Jayapal é uma das signatárias de uma carta de 25 congressistas ao secretário de Estado, Marco Rubio, que cobra explicações sobre a saída de Flávio do Brasil e a entrada dele nos Estados Unidos. Rubio tem até 13 de novembro para responder às 15 perguntas.
O controle do Congresso não dá aos parlamentares poder direto para determinar deportações. A política migratória é conduzida pelo Executivo, por meio de órgãos como o Departamento de Segurança Interna.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e foi condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo. Flávio é investigado em dois inquéritos no Supremo.
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