Filho de ex-presidente do Equador vira alvo dos EUA por narcotráfico


Jacobo Bucaram Pulley, filho do ex-presidente do Equador Abdalá Bucaram, foi preso na quarta-feira (4) em Guayaquil por suspeita de ligação com o narcotráfico. A operação regional teve a colaboração da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos, e foi anunciada pelo ministro do Interior, John Reimberg.
Outras quatro pessoas foram detidas: duas em Guayaquil e duas no Panamá.
"Os cinco cidadãos receberam uma notificação vermelha da Interpol e são requeridos por autoridades dos Estados Unidos por supostos crimes relacionados ao narcotráfico", publicou Reimberg no X. Eles estão à disposição das autoridades nos processos de extradição.
Segundo o Departamento de Justiça americano, citado pela Revista Oeste, os cinco participaram por mais de uma década de uma conspiração para enviar grandes quantidades de cocaína aos Estados Unidos.
A acusação diz que Jacobo Bucaram participou de negociações para exportar cerca de duas toneladas de cocaína do Equador para o México em 2026. O grupo mandaria depois a droga aos Estados Unidos.
Entre os presos estão Jaime Estrada Medranda, ex-integrante da Assembleia Nacional, e o pai dele, Jaime Estrada Bonilla, ex-prefeito de Manta. Os dois teriam usado uma empresa de pescados para transportar a droga em contêineres.
As penas podem chegar à prisão perpétua. O Departamento de Justiça ressalta que as denúncias ainda precisam ser comprovadas e que os acusados são considerados inocentes até eventual condenação.
Abdalá Bucaram, que governou o Equador de 1996 a 1997, criticou as acusações e atribuiu a prisão ao "ódio político".
Em setembro, pai e filho foram condenados em primeira instância a nove anos e quatro meses de prisão por venda irregular de testes de covid-19 durante a pandemia. A defesa recorreu.
Acompanhe as notícias em tempo real nos canais O Republicano no WhatsApp e no Telegram.
