Flávio Bolsonaro vira assunto no Parlamento da Itália

O caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que saiu do Brasil usando um passaporte italiano, foi debatido nesta sexta-feira (6) na Câmara da Itália. O governo italiano disse que ele e os irmãos Carlos e Eduardo tiveram a cidadania reconhecida 58 dias depois de apresentar os documentos na Embaixada em Brasília. A informação é da Folha de S.Paulo.

O reconhecimento saiu em 5 de janeiro de 2023. Segundo a Folha, o prazo de cerca de dois meses contrasta com a espera nos consulados italianos no Brasil, que costumava levar cerca de dez anos.

"A documentação apresentada resultava completa e conforme às disposições então aplicáveis", disse a subsecretária Matilde Siracusano, do Ministério das Relações com o Parlamento. O governo negou que a concessão tenha ocorrido fora das normas.

De acordo com ela, Eduardo foi o primeiro a pedir para entrar na lista de espera, em 2020. Carlos e Flávio fizeram o mesmo quase um ano depois, e os pedidos foram analisados juntos. Os documentos foram apresentados em 8 de novembro de 2022.

Flávio foi o primeiro a obter o passaporte, em 8 de novembro de 2023. Eduardo e Carlos conseguiram os seus entre abril e junho de 2024.

O deputado de oposição Angelo Bonelli, da Aliança Verde e de Esquerda, pediu as explicações ao governo. "É evidente que houve um procedimento acelerado", disse.

Depois da sessão, ele afirmou que vai apresentar uma denúncia à Justiça italiana para verificar se houve procedimento preferencial e pressões políticas, citando a proximidade entre o vice-premiê Matteo Salvini e os irmãos Bolsonaro.

A reportagem não traz manifestação de Flávio sobre o debate.

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