Eduardo Leite manda recado ao próximo governo do RS


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reagiu nesta semana a lideranças ligadas ao próximo governo que apontam risco para as contas do Estado em 2027. Ele disse que não vai aceitar que coloquem em xeque o trabalho de reequilíbrio das finanças e alertou para o uso do caixa único. As informações são da coluna de Flavio Pereira, no jornal O Sul.
"Não vou aceitar que tratem com irresponsabilidade os temas relacionados ao futuro, menos ainda que tentem colocar sobre este governo, que disse com clareza os desafios que nós tínhamos, qualquer tentativa de atribuir a nós a responsabilidade pelos desafios que eles têm pela frente", afirmou.
A discussão veio à tona depois que o deputado federal eleito Gustavo Victorino (Republicanos) disse, em debate na Federasul, que o Estado corre o risco de atrasar o pagamento dos servidores em 2027.
Na Comissão de Finanças da Assembleia, o relator do orçamento, deputado Cláudio Branchieri (PL), disse que o Estado entrará em um período de turbulência. O déficit projetado é de R$ 4,8 bilhões, "baseado no melhor cenário".
Segundo a coluna, esse cálculo depende de um acordo com a União sobre a dívida. Sem ele, o déficit subiria para R$ 6,3 bilhões.
Leite afirmou que vai entregar o 13º salário e a folha de dezembro em dia, além de mais de R$ 12 bilhões nas contas, com finalidades específicas. "Eu sempre disse que o estado tem um equilíbrio frágil, sensível", declarou.
O governador cobrou quem derrubou seu veto à revogação da taxa de licenciamento do Detran, de quase R$ 900 milhões. E deixou um alerta: "Se começarem a botar a mão no caixa único, é arriscar o nosso futuro, quebrar o nosso estado de novo e repetir a receita do passado".
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