Hugo Motta trava as CPIs do Master e do INSS na Câmara


Candidato à reeleição, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é o primeiro a não permitir a instalação de nenhuma comissão parlamentar de inquérito (CPI) desde, pelo menos, 1999, quando começam os registros da Casa. O levantamento é da coluna de Andreza Matais, no Metrópoles.
Durante a gestão de Motta, diversas CPIs obtiveram o mínimo de 171 assinaturas. Há pedidos parados sobre a "Farra do INSS" e sobre o caso do Banco Master.
Motta alegou a necessidade de seguir a ordem cronológica de apresentação dos pedidos. Segundo a coluna, ele não deliberou sobre nenhum deles, nem os mais antigos, nem os mais recentes.
Os registros da Câmara mostram instalação de CPI em todos os anos desde 1999.
No mandato de Arthur Lira, de 2021 a 2025, houve CPIs sobre apostas esportivas, sobre o MST, sobre as Lojas Americanas e sobre a Enel em São Paulo.
Com Rodrigo Maia, entre 2016 e 2021, houve as da JBS e do rompimento da barragem de Brumadinho. Eduardo Cunha, entre 2015 e 2016, permitiu as da Petrobras, do Carf e do BNDES.
Em março deste ano, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido do deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para obrigar Motta a instalar a CPI do Master. O pedido já tinha 201 assinaturas.
Para Zanin, a questão cabe à própria Câmara.
Mesmo assim, Motta deve ter apoio de parte do PL na disputa pela reeleição, segundo a coluna.
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