Flávio diz que aliados duvidam da eleição, mas 'têm medo de falar'


O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ao jornalista Glenn Greenwald que os aliados também desconfiam do resultado da eleição presidencial, mas evitam questioná-lo por medo de represálias. A entrevista, gravada na quinta-feira (5) em Miami, foi divulgada nesta sexta-feira (6), segundo o Poder360.
"Eu tenho a certeza que, no fundo, no fundo, todos desconfiam do resultado da eleição, mas têm medo de falar", disse o senador. Ele não apresentou evidências de que os aliados pensem assim.
Ao ser questionado por Greenwald sobre provas de fraude, Flávio respondeu: "Não tenho".
O senador disse que não pretende contestar a contagem dos votos na Justiça. A estratégia, segundo ele, será acusar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de abuso de poder político e econômico.
Dirigentes do partido dizem outra coisa em público. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, reconheceu o resultado em 26 de outubro. Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, e o Tribunal Superior Eleitoral rejeitou as acusações de irregularidades na apuração.
Sobre a saída do Brasil, Flávio negou ter procurado os governos da Argentina, dos Estados Unidos e de Israel. "Não falei com ninguém", afirmou. Ele não disse quem pagou a viagem, sob o argumento de que isso poderia expor outras pessoas a investigações.
O New York Times e o Wall Street Journal publicaram que o jato usado pelo senador teria sido providenciado por Jason Miller, ligado ao governo de Donald Trump.
Flávio disse ainda que vai participar de sessões do Senado de forma remota, quando permitido, e que pode trabalhar nos EUA como advogado ou empresário. Ele afirma que só volta ao Brasil quando considerar que não corre risco de ser preso.
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