Santiago Peña se despede, e Senado do Paraguai dá a palavra final
O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6) o impeachment do presidente Santiago Peña, depois da quebra do banco digital Ueno. Foram 44 votos dos 45 senadores presentes, segundo o g1.
O vice-presidente Pedro Alliana assume e fica no cargo até 15 de agosto de 2028, quando termina o mandato. A saída de Peña não provoca eleição antecipada, informou o UOL.
Peña, que apresentou uma carta de renúncia na quinta-feira (5), não foi à sessão e foi representado por advogados. O Congresso não chegou a aceitar a renúncia.
A diferença pesa. Ex-presidentes que renunciam ganham o título de senador vitalício, com imunidade pelo resto da vida. Quem é condenado em julgamento político perde esse direito, e, segundo a Folha de S.Paulo, o impeachment abre caminho para que ele responda à Justiça comum.
Enquanto os senadores votavam, Peña publicou uma mensagem de despedida no X. "Apresentei minha renúncia para evitar mais dano ao país e contribuir para devolver a tranquilidade ao Paraguai", escreveu.
A defesa sustenta que o processo é nulo, porque a renúncia veio antes das sessões, e reclamou do prazo para se preparar. O advogado Adolfo Ferreiro disse que vai recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O Ueno fechou as portas na terça-feira (3), depois que o Banco Central paraguaio iniciou a liquidação da instituição. O banco tinha cerca de 3 milhões de clientes e aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social.
Peña foi acionista do grupo dono do banco até março de 2025. A oposição o acusa de conflito de interesses e desvio de recursos previdenciários.
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