Willer Tomaz tem imóveis travados na ilha que disputa com Richarlison

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu os registros de quatro terrenos do advogado Willer Tomaz na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). Um deles é a mansão que ele disputa com o jogador Richarlison. A medida impede que os imóveis sejam transferidos a outras pessoas ou empresas.

A suspensão é temporária e atende a representações dos deputados Tabata Amaral (PSB-SP) e Rogério Correia (PT-MG), segundo o g1 e o Metrópoles.

"Pelo princípio da cautela, avalia-se pertinente a suspensão temporária dos imóveis em questão", diz o despacho do diretor de gestão e governança da SPU, Douglas Gualberto Carneiro.

O órgão apura a rapidez da transferência feita em 2022. A empresa que vendeu o imóvel pediu a certidão às 11h33 de 11 de julho daquele ano, e o pedido foi atendido cerca de 1h40 depois. O requerimento da empresa do jogador, de 2021, não foi concluído.

A secretaria encaminhou o caso à Controladoria-Geral da União e à Polícia Federal, e acionou o Ibama para apurar denúncias de crimes ambientais na ilha.

Richarlison afirma que comprou o imóvel em 2020, por R$ 10 milhões, e acusa Willer e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de terem se unido para tirar dele os direitos sobre a mansão, depois que se recusou a vendê-la ao parlamentar.

Flávio nega envolvimento. Em nota ao g1, Willer disse que a empresa dele adquiriu legalmente os direitos e que o jogador negociou com posseiros que não eram os legítimos proprietários.

Procurado pelo RJ2, Willer informou que não vai se manifestar sobre a suspensão, e Flávio não respondeu.

Willer é investigado no STF por suspeita de lavagem de dinheiro. O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de bens até o limite de R$ 6 bilhões.

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