Meta rebate campanha de Lula no TSE e cita alcance de Flávio
A Meta, dona do Facebook e do Instagram, negou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter favorecido a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. Na defesa apresentada nesta sexta-feira (6), a empresa afirma que, sem anúncios pagos, as publicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Instagram alcançaram 50% mais pessoas que as do senador.
A manifestação responde a uma ação da campanha de Lula, que acusou a empresa de privilegiar publicações de Flávio e de parlamentares aliados, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
Segundo a Meta, os levantamentos usados pela campanha petista desconsideraram as diferenças de estratégia digital dos candidatos e a repetição de visualizações de vídeos.
A empresa diz que Flávio publicou menos conteúdos, mas alcançou mais pessoas por postagem. Lula publicou com mais frequência e teve alcance total superior, de acordo com a defesa, relatada pela Revista Oeste e pelo UOL.
Sobre Nikolas, a Meta sustenta que os números foram influenciados por reproduções repetidas: quem assistiu aos vídeos do deputado voltou a vê-los com mais frequência do que os conteúdos de Lula, de Flávio e da deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
O levantamento apresentado ao tribunal também aponta que o número de pessoas alcançadas por ao menos uma publicação da oposição foi 13% maior que o da base governista.
A companhia argumenta que diferença de alcance não comprova favorecimento político, porque depende de frequência de publicação, curtidas, comentários e tempo de visualização.
Em outubro, o TSE determinou que a Meta assegurasse tratamento igualitário às candidaturas de Lula e Flávio, sem reduzir artificialmente o alcance das publicações.
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