Randolfe cobra Alcolumbre sobre a situação de Flávio no Senado


O Senado segue sem definir a situação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil em 27 de outubro. Segundo a Agência Brasil, a Mesa Diretora não respondeu a questionamentos sobre autorização para se afastar do país, faltas, participação remota, pagamentos e Código de Ética.
Na sessão de quarta-feira (4), o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) pediu que a Presidência esclarecesse se Flávio comunicou oficialmente a viagem.
"Não quero censurar nem vetar o voto de ninguém, mas veja que caso curioso: ele pede exílio alegando viver em uma ditadura, mas quer, lá dos Estados Unidos, participar dos debates do Parlamento dessa 'ditadura'", disse.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, respondeu que vai convocar os assessores "para avaliar, à luz dos regimentos do Senado Federal e do Congresso Nacional", o encaminhamento da questão de ordem.
Na terça-feira (3), Flávio participou remotamente da sessão e votou na Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.
A Constituição prevê a perda do mandato do parlamentar que faltar à terça parte das sessões ordinárias. O mandato de Flávio termina em janeiro de 2027, e ele mantém o foro.
Em 31 de outubro, dois advogados entraram com ação popular na 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro para suspender subsídios e verbas. "As regras da Casa são claras. Para se ausentar, os parlamentares têm que pedir licença prévia à Mesa Diretora do Senado. O que, até onde sabemos, não ocorreu", disse um deles, Leonardo Nicolau Passos Marinho.
Segundo a Agência Brasil, a assessoria de Flávio não respondeu às perguntas enviadas. O senador declarou a Glenn Greenwald que pretende seguir no mandato de forma remota, quando permitido.
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