Fachin segura o caso Master e abre dúvida sobre o relator


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu manter sob sua responsabilidade as investigações sobre o Banco Master e devolveu ao ministro André Mendonça o inquérito que apura fraudes em descontos do INSS, segundo a Gazeta do Povo.
De acordo com o jornal, Fachin considerou que não havia mais justificativa para manter o caso do INSS na presidência. Já o Master foi retido por envolver questões institucionais pendentes.
Fachin puxou os processos para a presidência em setembro, em meio à crise entre dois ministros. Mendonça identificou mensagens no celular de um investigado que indicavam pedidos de intercessão a um número atribuído a Alexandre de Moraes. Moraes reagiu e acusou o colega de abuso de autoridade e direcionamento das investigações.
A PGR afirmou recentemente que não encontrou irregularidades na conduta de Mendonça, o que permitiu a devolução de parte do caso.
Juristas ouvidos pela Gazeta avaliam que, ao ficar com os autos por até 90 dias, Fachin ganha tempo para o ambiente interno esfriar e para o plenário decidir como tratar as menções a integrantes do tribunal.
Também se aguarda a conclusão de um relatório da Polícia Federal e o fim do pedido de vista do ministro Flávio Dino, o que deve ocorrer no fim de 2026.
Moraes nega ter trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro. Em ofício à presidência do STF, ele sustenta que os registros são rascunhos ou notas sem prova de envio.
Fachin ainda pode redistribuir o caso Master a um novo relator, em vez de devolvê-lo a Mendonça. A decisão depende dos critérios que o presidente do tribunal apresentar.
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