Milton Leite é indiciado, e delegado expõe o elo com o PCC

A Polícia Civil de São Paulo indiciou o ex-vereador Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, e pediu à Justiça a prisão preventiva dele por ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O pedido fecha o inquérito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração da facção no transporte público da capital.

Segundo o Metrópoles, outras 15 pessoas foram indiciadas e tiveram a prisão pedida, entre elas o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira.

No relatório final, o delegado Fabricio Intelizano afirma que Leite é citado várias vezes como responsável direto pela operação de empresas controladas pelo PCC. Com base em declarações de policiais militares, aponta o ex-vereador como dono de fato da empresa Transwolff.

O delegado diz que pelo menos 12 das 22 empresas do sistema de transporte público da capital estariam sob controle do crime organizado.

"Tal cenário nefasto possui seus tentáculos no poder público", escreveu Intelizano, ao citar o relacionamento entre a facção, pessoas do círculo político e servidores públicos.

Segundo o Poder360, que cita o UOL, o relatório de 104 páginas também atribui a Leite a ocultação e a destruição de provas. Em depoimento, o ex-vereador negou as acusações e se declarou inocente.

Leite está preso desde 18 de setembro. Foi levado primeiro à Cadeia Pública de Mogi das Cruzes e, em 20 de outubro, transferido para o CDP 2 de Guarulhos, depois de suspeitas de que teria recebido regalias.

O Ministério Público de São Paulo deve analisar os pedidos de prisão no início da semana e decidir se apresenta denúncia. Procurada, a defesa de Leite não respondeu. As defesas dos demais indiciados não foram localizadas.

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