Desembargadora condenada na Faroeste vai parar na lista da Interpol


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a inclusão da desembargadora aposentada Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), e do filho dela, o advogado Vasco Rusciolelli Azevedo, na lista de procurados internacionais da Interpol, segundo o g1.
Os dois foram condenados pela Corte Especial do STJ em ação da Operação Faroeste, da Polícia Federal, que investigou um esquema de venda de decisões judiciais para viabilizar a grilagem de terras no oeste da Bahia.
Sandra recebeu pena de 14 anos e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O STJ também decretou a perda do cargo público dela.
Vasco foi condenado a 13 anos e 11 meses, também em regime inicial fechado, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O julgamento foi unânime.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), mãe e filho negociaram propinas de R$ 4 milhões e receberam, de fato, R$ 2,4 milhões.
Em 2021, Sandra fez a primeira delação premiada de uma desembargadora no país, com menções a 68 pessoas. O acordo foi cancelado em novembro de 2024 pelo ministro Og Fernandes, a pedido do MPF, que apontou que os dois pararam de cooperar. As provas continuaram válidas.
No julgamento, o defensor público da União José Carvalho do Nascimento, que representou os dois, alegou falta de acesso a parte das provas e disse que as delações precisariam vir acompanhadas de outros elementos.
Também foram condenados o empresário Nelson José Vigolo, dono do Grupo Bom Jesus Agropecuária, e o advogado Vanderlei Chilante, por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Acompanhe as notícias em tempo real nos canais O Republicano no WhatsApp e no Telegram.
