Por que o Talibã é considerado um dos regimes islâmicos fundamentalistas mais radicais da História?

O Talibã é um movimento fundamentalista e nacionalista, que nasceu no Paquistão, na década de 90. Porém, se difundiu, sobretudo, no Afeganistão em 1994, dominando o país de 1996 a 2001.

Seus primeiros membros foram frutos de seminários religiosos financiados pela Arábia Saudita, que pregava uma interpretação extrema do Alcorão. Na época, o governo afegão já era islâmico, mas os integrantes da milícia nacionalista tinham uma perspectiva diferente dos mulçumanos “comuns” sobre as leis; o que salientava ainda mais o desejo de estabelecer um governo de acordo com os seus ideais.

Em 1996, eles tomam o poder e instauram novas regras. Muitas delas ameaçam à liberdade da mulher e de crianças. O uso obrigatório da burca é instituído no país e elas não podem exercer ofícios.

- É realmente estranho não poder trabalhar, mas agora é assim", disse à Reuters Noor Khatera, uma mulher de 43 anos que trabalhava no departamento de contas do banco.

Uma das medidas mais severas adotadas pelos radicais do Talibã são as violentas punições aos crimes. Roubar, por exemplo, é punido com mutilação. Se adulterar, é executado publicamente.

Desde domingo (15), a situação no país asiático é desesperadora. As tropas americanas, sob o comando do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, abandonaram o país, deixando para trás milhões de civis desarmados. Assim, o grupo extremista voltou ao poder depois de duas décadas.

Os Estados Unidos estavam em território afegão desde 2001, quando a Al-Qaeda, movimento terrorista árabe, realizou o atentado de 11 de setembro em solo americano. O Talibã havia sido acusado de abrigar os membros da organização, incluindo seu líder, Osama Bin Laden.

As forças armadas norte-americanas adentraram o país e conseguiram derrubar o regime fundamentalista do Afeganistão. O que causava certo conforto e segurança à população afegã, já tão reprimida pelos radicais.

Hoje, o grupo terrorista conta com, aproximadamente, 85 mil integrantes e ainda mantem as rígidas e radicais interpretações de suas crenças. A maior parte deles vem, não por vontade própria, mas obrigado pelos extremistas. Acontece o mesmo com os casamentos entre meninas e os combatentes.

A Organização das Nações Unidas (ONU) planeja impedir que os direitos humanos sejam violados no país a partir de agora. Mas, na primeira manifestação dos civis contra o novo regime extremista, os inconformados foram recebidos à bala.

Siga o Jornal O Republicano nas redes sociais:

Facebook: O Republicano | Facebook

Twitter: @_ORepublicano

Instagram: @_ORepublicano

Mostrar comentários